Um novo movimento está tomando conta do mercado: No Brand ou Sem Marca. Mais do que um ideal, retirar toda a força do marketing de um produto, é uma nova solução para preços mais justos e a valorização do produto em si. Marcas como Brandless que oferecem uma gama variada de produtos desde alimentos a itens de papelaria e a The Unbranded Brand que oferece calças jeans sem tags.

A ideia de produtos sem rótulos e marcas não é nova, em 1986 o New York Times já havia publicado um artigo sobre o assunto, falando a respeito de produtos genéricos e a dificuldade de mantê-los em alta no mercado. A ideia de produtos mais baratos sem marca era muito atrativa, porém, notou-se uma falta de confiança do publico no genérico.  A solução dada na época foi a criação de promoções e marcas mais simples que agregassem o valor de volta ao produto.

 Em um artigo para a revista Forbes, Ryan Erskine estrategista em marketing e branding, levanta uma questão central: Ao conseguir levar ao consumidor essa ideia de marca sem marca será que as não marcas não estão construindo uma marca? Ficou confuso? Veja o exemplo da Muji, empresa japonesa que oferece milhões de itens sem nenhum rótulo, produtos considerados minimalistas. Pois bem, a Muji se enquadra em uma não marca mas, ela está firme e forte por ai e o nome dela em nossas mentes. Inclusive é alvo de desejo por consumidoras aficionadas em papelarias e produtos para casa.

Voltando a Brandless, a marca afirma que retirando todos os valores de licenciamento os produtos chegam a ter uma variação de preço mais baixo no mínimo de 40% e chega ao impressionantes 370%. O cuidado com as embalagem e beleza delas podem ser capazes de conquistar o consumidor. Mas só será válido o movimento se o consumidor entender as vantagens da compra: preço justo, produtos pensados para todos e qualidade. E não como o incrível produto da no brand.

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