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História da Moda

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Eu sou apaixonada por estampas florais, como vocês podem observar nas minhas fotos do Instagram e hoje é sobre elas que vamos falar.

Toda vez que eu penso em florais me lembro da frase irônica de Miranda Prisley, vivida por  Meryl Streep, no Diabo Veste Prada “Florais na primavera, que original”, mas na verdade eu uso florais o ano inteiro.

A origem das estampas florais

A asia é apontada como origem das estampas florais, uma vez que as flores são parte da cultura dos paí­ses do continente. Enquanto no Japão os tecidos florais carregam o simbolismo da família real e dos raios de sol, na China encontramos o motivo com brocados e bordados.  A flor símbolo no Japão é crisântemo e na China a flor de Lotus que carrega consigo o simbolismo da pureza. 

India

Rico símbolo da historia do têxtil, a India é outro marco importante para as estampas florais tendo como principal tecido a chita. Na produção original do tecido, a chita era mergulhada em cera com o desenho floral previamente estampado e banhado no processo de tingimento natural. Após alguns banhos, a chita era lavada. 

Na Europa

 A partir de 1400 os florais começaram a ser difundidos pelo mundo, os compradores europeus compravam tecidos florais extremamente ornamentados e detalhados. Todo esse luxo tinha um preço pouco acessível e por isso, tornou se símbolo de status e nobreza. 

Os Britânicos e Holandeses foram os responsáveis pela popularização da chita, que tornou-se mais acessível em 1759. 

Inspiração

Hoje, vou fazer algo diferente, mostrar minhas inspirações de florais. São aquelas imagens que eu guardo para montar meus looks e compor meu estilo.

Cores

Muitas vezes para fazer uma bom look, é interessante buscar as cores da estampa e usa-las como complementares na maquiagem, sapatos, bolsas e acessórios.

Mais Inspiração:

E você? Ama os florais? Comente aqui!

No pós II Guerra Mundial, vemos um fenômeno tomar conta do mundo da moda: a transição do vestuário. No post de hoje conto um pouquinho mais sobre as mudanças nos anos 1960 e 1970 que vão abrir espaço para diversas tribos, entre elas os Rockers, Beatniks, Hippies e muito mais.

1965

Vamos voltar no tempo: Em 1965, a população de jovens no mundo passa a representar entre 5% e 10% da população mundial, o dobro do pré-guerra. Nesse momento a população com menos de 20 anos possui mais condições financeiras que seus pais possuíam com a mesma idade e têm a oportunidade de estudar mais. Nesse cenário o termo jovem surge e com ele o desejo/exigência de roupas que combinem com esse novo lifestyle. Anteriormente a moda fora concebida apenas para os adultos.

Esse movimento se inicia nos Estados Unidos, um país rico e com uma geração que não conheceu os horrores da guerra, como os jovens europeus. Além disso, os jovens americanos desprezavam a sociedade de consumo em que estavam inseridos. A forma de se rebelar foi o uso de roupas que remetiam a classe mais pobre: Jeans, Camisa sem gravata e Jaqueta.

Na Europa esse movimento surge com o intuito de afirmar seu lugar pertencimento nos grupos de mesma idade, uma vez que a sociedade se levantava de um pós guerra em que a oferta de empregos era escassa.

Essa moda de “revolução” contava com o uso de emblemas, rostos de ícones, slogans e retratos demonstrando interesses passageiros.  Em pouco tempo essa moda passa a ser usada por todas as classes sociais, e como cita François Boucher em Historia do Vestuário no Ocidente : “veremos as consequências disso  em maio de 1968, quando será impossível identificar, nas barricadas, a origem social dos participantes, todos vestindo a mesma roupa”

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revolução estudantil francesa, Maio de 1969

Na França identificamos mais um fenômeno, com a obtenção do direito ao voto pelas mulheres durante o governo de De Gaulle, elas passam a reivindicar sua emancipação, com o desejo principal de assumir suas responsabilidades sociais e seus corpos. Para isso, elas passam a adotar as calças compridas todas as horas. E essa é uma das marcas da Efervescência no Vestuário.

Que tal saber mais?  História do Vestuário no Ocidental

Produzido em um pedaço de algodão ou lona africana um forma de “T” o primeiro macacão foi inventado por Florentine Thayat em 1919. Thayat foi considerado um estilista do movimento futurista. Em 1923, os russos Rodchenko e sua esposa Stepanova: produziram uma peça masculina semelhante e o nomeou Varst.

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Alguns anos depois,  Elsa Schiaparelli projeta um macacão azul com capuz, com punhos, tornozelos e linha de cintura franzidos, adornado com uma garrafa de água. Sua inspiração futurista fica clara.

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Até entrar no armário feminino do dia a dia, o macacão foi simbolo dos operários durante os anos 1940, aviadores, paraquedistas e claro do futurismo Star  Trek.

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Os músicos também contribuíram para a popularidade da peça. Seja as peças confeccionadas com muito brilho, decorados e bordados usados por  Elvis Presley.

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Ou o listrado com cortes exagerados, usado por David Bowie em 1972 no papel de seu alter ego  Ziggy Stardust. Peça projetada e confeccionadas por Kansai Yamamoto.

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Nos anos 90 e 2000 os macacões ficaram imortalizados no imaginário feminino por meio de 2 fenômenos pop:

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Britney Spears

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Em 2016, os macacões aparecem mais democráticos do que nunca, com diversas inspirações como: Alças finas, operários, jeans e cortes clássicos.
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Da pulseira que você ama ao colar do momento, você sabe a origem da joalheria e as motivações para usa-la? As jóias mais antigas foram encontradas em uma escavação no Egito. Mas, sabemos que a história da joalheria começa bem antes disso.

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Tudo começou na era pré histórica quando conchas, pedras e ossos era usadas para fabricação de peças de adorno que tinham como função determinar o status e proteção.

Na era medieval os materiais determinavam a posição social do homem, ouro, prata e pedras eram usadas pela nobreza. As camadas mais baixas fabricavam suas peças a partir de metais como cobre e estanho. Na renascença os esmaltados entram em cena, aparecendo nas peças de ouro e prata.

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 As descobertas arqueológicas que marcam o início do século XIX são as responsáveis pela criação de peças inspiradas no estilo clássico da joalheria antiga grega e romana. Com o avançar dos anos, peças com flores e folhagens começam a tornar-se populares.

A virada do século XX trouxe a grande mudança na joalheria e a introdução da ” Costume Jewelry” ou bijuteria em português. O movimento art nouveau apresenta novos materiais como vidro, chifre e esmalte. Além disso, as flores, frutos e folhas ficam para trás, os temas explorados são entre outros são a morte e o erotismo.

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Em 1920 Chanel cria sua primeira linha de bijuteria usando cristais e vidros. Ao longo dos anos Coco Chanel experimenta a mistura entre pedras e pérolas falsas e verdadeiras, popularizando a ” Costume Jewelry” .

Em 1960  o uso de novos materiais como plástico, papel e tecidos dão inicio a joalheria contemporânea como conhecemos. Inclusive com peças que interagem com o corpo todo.

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Quem vê as aeromoças ou comissárias de bordo  pelos aeroportos do mundo imagina uma vida glamourosa e cheia de privilégios que elas supostamente tem. Um pouco longe da realidade ou não, quem nunca sonhou em conhecer o mundo e ainda ganhar para isso, as aeromoças inspiram estilo e elegância.

Os uniformes são presentes desde o começo da aviação e ele agrega mais do que uma postura profissional, representa uma empresa, um país.  A Braniff airways, extinta em 1990, foi pioneira ao aliar moda e aviação. A companhia teve 4 uniformes criados por Eugenio Pucci que contemplavam a estamparia, a modernidade e o futurismo.

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A francesa Air France não fica para trás na categoria estilista: teve uniformes projetados por Christian Dior em 1963, Critóbal Balenciaga 1969, Jean Patou, em 1976, Nina Ricci em 1993 e o atual por Christian Lacroix.

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Uniforme atual:

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O uniforme criado em  1968 pelo estilista Pierre Balmain para as comissárias de bordo da  Singapore Airlines, preserva a tradição e cultura do país por meio das vestimentas tradicionais, o sarongue e a kebaya, parte superior da roupa que lembra um terno.

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Um dos uniformes mais bonitos das companhias  aéreas é atribuído a Emirates. São tão admirados que foram a inspiração para o novo design dos aviões da própria Emirates.

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Gostou de algum uniforme específico?Então conta para mim!

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Por que as francesas são ícones de estilo? É a pergunta de hoje e uma das resposta está relacionada a abaixo:

Gabrielle “Coco” Chanel

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Chanel introduziu na alta sociedade não só looks sobrios, o famoso pretinho básico, mas também as camisetas listradas, anteriormente usadas  apenas por marinheiros franceses.  Além disso ela foi responsável pela libertação feminina, ou seja, peças sem espartilhos e armações pesadas.

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O cinema também divulgou o estilo Francês, mais do que isso ele nos apresentou a atrizes que viraram ícones. Podemos citar Catherine Deneuve e Brigitte Bardot nos anos 1950 e 1960, Audrey Tautou, Eva Green e Léa Seydoux nos tempos atuais.

The French star Brigitte BARDOT strolling on the beach of Cannes during the Cannes Film Festival, on April 1956. La vedette française Brigitte BARDOT se promène sur la plage de Cannes lors du festival de Cinéma le en avril 1956.
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Na música, Francoise Hardy definiu o estilo de vida e a silhueta parisiense durante os anos 1960. Foi também a musa de estilistas com Yves Saint Laurent, Paco Rabanne e Courrèges.

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E se você ama o estilo Francês, e quer sentir um gostinho da vida francesa no Brasil não faltam livros começados por ” as francesas…” ” porque as francesas…”. Eu te indico 2 livros leves e inspiradores:

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Foi nos anos 1960 que roupas e assessórios produzidos com plástico começaram a pipocar no mercado fashion. Pacco  Rabane é apontado como o primeiro estilista a  confeccionar um vestido feito com o material.

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Mas, o uso do plástico na moda é na verdade datado de 1920, quando acessórios Art Deco  eram produzidos juntamente com cromo e strass.

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De lá aos tempos atuais, o material já passou por brega e chique, por passarelas como Lanvin e Donna Karan, apareceu grande, oversize, pequeno e discreto.

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No Brasil, especialmente, é sinônimo de algumas das paixões nacionais as sandálias Havaiana e Melissa.

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Mas, o plástico não fica só no pé e aparece também em bolsas que podem complementar um look de forma moderna.

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No século 18 um calçado chamado alazão, primo distante do tênis, era usado pelas pessoas. O grande problema do sapato era a forma, ou melhor a falta dela, não existia pé direito e esquerdo.  Em 1839 o fabricante de pneus Charles Goodyear descobriu um processo chamado Vulcanização, ou seja aplicar pressão e calor a borracha para garantir uma melhor preservação.  Inicialmente, a borracha vulcanizada era usada nos pneus, mas logo começa a ser aplicada na sola dos calçados.

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A novidade permitia uma maior flexibilidade e leveza aos sapatos. Em 1917 outra inovação aparece no mercado: um tênis lavável chamado Keds.  Cinco anos depois um tênis para jogar basquete é criado por Marquis Converse que o nomeia como Converse All-Stars.

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O calçado conquista o mundo um ano mais tarde quando um alemão Adi Dassler cria um tênis: Adidas. A grande curiosidade é que seu irmão Adi Rudi, e seu rival, fabricou e criou uma empresa concorrente :  Puma.

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Curiosidades:

  • Um dos maiores best-sellers da Nike é o famosos Air Jordans, feito para o jogador de basquete Michael Jordan.
  • A Reebok introduziu o sistema de ar bombeado para fazer o tênis ser mais confortável.
  • Só após os anos 1970 que o tênis tornou-se um  calçado para ser usado no dia-a-dia.

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Com blocos de madeira e a técnica de estêncil, preenchimento do desenho vazado com tinta, os fenícios foram o primeiro povo a usar a estamparia. Mas, ela só ficou popular na Europa no ano 1000  em função do porto de Veneza e seu estabelecimento como porto de distribuição de mercadorias.

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O Xadrez tem origem na idade do ferro, 700 – 500 A.C, quando fios de lã eram cruzados na forma de losango criando a estampa. O xadrez preto e branco tem origem francesa e é denominado vichy. Já o tartan, ícone dos clãs escoceses, aparece no século 18.

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Com a influencia oriental no mesmo século dos tartans, os florais exóticos começam a se espalhar pela Europa. No século XIX as padronagens florais ficam mais adaptadas ao mundo ocidental e com motivos mais simples como: margaridas e papoulas. A partir de 1800 florais miúdos aparecem em decorrência da adoção das primeiras maquinas de estampar.

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O Art Deco marca o século seguinte com figuras florais e de plantas alongadas.

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Com a modernização do processo de tecelagem e estamparia surgiram padronagens como poá, geométricos, entre outros. Mas isso fica para outro post!

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O luxo pode ser um desejo inalcançável mas, pode também ser inspiração e hoje vamos falar sobre o luxo e o amor. VAN CLEEF & ARPELS, uma das maiores joalheria do mundo, começa com uma historia de amor.

Em 1895 Estelle Poidevin Arpels, filha de um negociante de pedras preciosas e Alfred Van Cleef, filho de um lapidador de origem holandesa se casam como em um conto de fadas. O casamento abre as portas para uma parceria entre Charles Arpels, irmão de Estelle, e Alfred. Em 1906 com o nome VAN CLEEF & ARPELS, os cunhados abrem uma joalheria sofisticada em um ponto especial Place Vendôme, logo em frente ao hotel luxuoso Ritz em Paris.

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Place Vendome

O sucesso e o reconhecimento da marca só acontecem em 1925 durante a Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas quando a joalheria recebe o  Grand Prix.  O  premio foi dado pela peça ” Le bracelet aux Roses”, o bracelete de rosas em uma tradução simplificada. A peça confeccionada em platina recebeu 463 brilhantes, 293 rubis e 108 esmeraldas.

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Nesse momento em diante VAN CLEEF & ARPELS conquistou um publico prestigioso: donos de grandes fortunas, artistas e nobres do mundo todo. Entre eles a princesa Grace de Mônaco, a cantora de óperas Maria Callas, Barbara Hutton e Elizabeth Taylor.

 VAN CLEEF & ARPELS se destaca pelo processo misterioso de encaixe das pedras preciosas nas peças.  Em 2012 surgiu a oportunidade para os amantes e profissionais da área descobrir um pouco mais sobre os mistérios da alta joalheria. A marca abriu sua escola em Paris e oferece diversos cursos para vários tipos de publico.

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Independente do preço, e de sua acessibilidade o site da marca nos proporciona momentos de beleza e delicadeza, e assim inspira alguns momentos desta amante de joalheria que os escreve.

Para conhecer:  VAN CLEEF & ARPELS

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