A capital francesa leva o título de cidade das luzes desde 1667 quando o então rei Louis XIV deu a seu novo general de polícia, Gilbert Nicolas de la Raynie, a  missão de acabar com a criminalidade que assustava os parisienses. A solução encontrada por Raynie foi substituir as luminárias do tipo candeeiros por grandes tochas e iluminar Paris. Na moda a importância da cidade pode ser explicada, entre outros fatores, por meio de cinco pessoas que mudaram o rumo da moda.

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Charles Frederick Worth(1825 -1895)

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O inglês chega a Paris em 1845 para trabalhar em uma loja de tecidos, Gagelin´s na Rue de Richelieu.  Em pouco tempo Worth se torna o maior vendedor da loja e consecutivamente ganha uma posição como costureiro. Seus trabalhos contribuem para que a loja receba reconhecimento através de prêmios, sendo um deles dado durante a Exposição Universal em Paris de 1855. Em 1858 Worth abre sua própria loja em parceria com o sueco  Bobergh. A maison Worth situada na Rue de la Paix, se consolida como uma loja de prestígio. Fazem parte de sua gama de clientes a esposa do embaixador da Áustria Pauline de Metternich e a própria imperatriz Eugenia da França, esposa de Napoleão III.

A grande importância de Worth é um pequeno pedaço de tecido branco inserido nas costas dos trajes que logo foi chamado de etiqueta, foi a grande inovação adotada por Worth. É importante ressaltar que apesar de não ser o grande inventor da etiqueta, Worth foi o responsável pela sua disseminação.

Curiosidade: no número 7 da Rue de la Paix funciona hoje a joalheria Piaget.

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Paul Poiret (1879 – 1944)

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O estilista foi o responsável, em 1906,  pelo fim do sofrimento da mulher: o Espartilho! Nascido em Paris em 1879, Poiret chegou a trabalhar na maison Worth em 1901.  Anteriormente foi contratado por Jacques Doucet in 1896 e sua primeira criação para a maison, uma capa vermelha,  vendeu 400 cópias, na época um fenômeno. Considerado “o rei da moda”por um tempo, na década de 1910 foi o primeiro estilista a fazer associação entre o perfume e uma marca de casa de costura. Entre outros feitos foi também responsável pela calça comprida odalisca. E por fim foi o criador dos álbuns de moda, hoje chamados de catálogos, e apesar de não existir fotografias coloridas seus álbuns tinham cor: ele chamou ilustradores para registrar suas peças.

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Gabrielle Coco Chanel (1883 -1971)

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Desde a Belle Epóque, Chanel trabalhava com moda, primeiramente aprendeu costura em um pensionato para mulheres católicas. Posteriormente, no anos 1910 trabalhou no ramo de chapelaria, tornando-se conhecida por suas criações.  Mas, foi na década de 1920 que despontou com criadora, foi a responsável pela adaptção de peças de roupas do universo masculino para o feminino como:  calças pantalonas, o uso das listras breton, taillers, entre outros. Chanel também trouxe ao mundo da moda o uso das bijuterias.

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Madeleine Vionnet (1876 – 1975)

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Considerada como a “arquiteta entre costureiras”, Vionnet aperfeiçou seus conhecimentos em Londres com Kate Reilly, fornecedora para a família real britânica e retornou à França, onde trabalhou com o famoso Callot Soeurs e posteriormente com Jacques Doucet. Na década de 1930 se consagrou com o corte de tecido em viés, apesar de questionável durante uma época de crise, o corte que leva mais tecido foi combinado a técnica de moulagem ( modelagem sob o corpo, ou no caso, manequim).

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Christian Dior (1905 – 1957)

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Sua contribuição no pós segunda guerra mundial foi o resgate da feminilidade. Dior  trouxe a mulher uma cintura marcada, saia roda e ombros delineados criando uma silhueta em formato de ampulheta. Que foi denominado de New Look. A expansão de seus negócios também foi um destaque, abrindo em Nova York na década de 1940 uma casa prêt-à-porter.

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