No pós II Guerra Mundial, vemos um fenômeno tomar conta do mundo da moda: a transição do vestuário. No post de hoje conto um pouquinho mais sobre as mudanças nos anos 1960 e 1970 que vão abrir espaço para diversas tribos, entre elas os Rockers, Beatniks, Hippies e muito mais.

1965

Vamos voltar no tempo: Em 1965, a população de jovens no mundo passa a representar entre 5% e 10% da população mundial, o dobro do pré-guerra. Nesse momento a população com menos de 20 anos possui mais condições financeiras que seus pais possuíam com a mesma idade e têm a oportunidade de estudar mais. Nesse cenário o termo jovem surge e com ele o desejo/exigência de roupas que combinem com esse novo lifestyle. Anteriormente a moda fora concebida apenas para os adultos.

Esse movimento se inicia nos Estados Unidos, um país rico e com uma geração que não conheceu os horrores da guerra, como os jovens europeus. Além disso, os jovens americanos desprezavam a sociedade de consumo em que estavam inseridos. A forma de se rebelar foi o uso de roupas que remetiam a classe mais pobre: Jeans, Camisa sem gravata e Jaqueta.

Na Europa esse movimento surge com o intuito de afirmar seu lugar pertencimento nos grupos de mesma idade, uma vez que a sociedade se levantava de um pós guerra em que a oferta de empregos era escassa.

Essa moda de “revolução” contava com o uso de emblemas, rostos de ícones, slogans e retratos demonstrando interesses passageiros.  Em pouco tempo essa moda passa a ser usada por todas as classes sociais, e como cita François Boucher em Historia do Vestuário no Ocidente : “veremos as consequências disso  em maio de 1968, quando será impossível identificar, nas barricadas, a origem social dos participantes, todos vestindo a mesma roupa”

revolução estudantil francesa, Maio de 1969
revolução estudantil francesa, Maio de 1969

Na França identificamos mais um fenômeno, com a obtenção do direito ao voto pelas mulheres durante o governo de De Gaulle, elas passam a reivindicar sua emancipação, com o desejo principal de assumir suas responsabilidades sociais e seus corpos. Para isso, elas passam a adotar as calças compridas todas as horas. E essa é uma das marcas da Efervescência no Vestuário.

Que tal saber mais?  História do Vestuário no Ocidental

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