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Coluna Voo Livre: Você Sabe quem foi Charles Frederick Worth?

Nascido na Inglaterra em 1825 Charles Frederick Worth trabalha no começo de sua vida como vendedor de tecidos em Londres, em 1845 se muda para Paris e vai trabalhar em uma grande loja de tecidos, Gagelin´s na Rue de Richelieu. Em pouco tempo Worth se torna o maior vendedor da loja e consecutivamente ganha uma posição como costureiro. Seus trabalhos contribuem para que a loja receba reconhecimento através de prêmios, sendo um deles dado durante a Exposição Universal em Paris de 1855.

Em 1858 Worth abre sua própria loja em parceria com o sueco  Bobergh. A maison Worth situada na Rue de la Paix, se consolida como uma loja de prestígio. Fazem parte de sua gama de clientes a esposa do embaixador da Áustria Pauline de Metternich e a própria imperatriz Eugenia da França, esposa de Napoleão III.

Um pequeno pedaço de tecido branco inserido nas costas dos trajes que logo foi chamado de etiqueta, foi a grande inovação adotada por Worth. Apesar de não ser sua invenção, o costureiro foi o responsável pela popularização da etiqueta e sua prática contribuindo para o início das “Maisons” ou seja, das marcas. Seu legado dura até os anos 1950, e fica conhecido como a marca das atrizes hollywoodianas, alta sociedade americana e da realeza europeia.

 

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Coluna da Voo Livre: Met Gala 2017

Na ultima segunda feira, 01 de maio, os apaixonados pela moda acompanharam o tapete vermelho do Met Gala, um dos eventos de moda mais importantes do mundo. O Met gala é um jantar anual para arrecadar fundos para o Metropolitan Museum of Art de Nova York. O jantar marca também a abertura de uma exposição temporária que homenageia um estilista. Esse ano, a estilista japonesa Rei Kawakubo diretora criativa da Comme des Garçons foi a escolhida. Essa é a segunda vez em 71 anos de Met Gala que uma estilista viva é a homenageada, a primeira vez foi em 1983 com Yves Saint Laurent.

A cantora Rihanna que apareceu com um look Comme des Garçons deu o que falar. E agora eu explico:

A Comme des Garçons é uma marca conhecida por seu desconstrutivismo, ou seja, a desconstrução de formas e o questionamento de forma e função. A roupa usada pela Rihanna era conceitual. Quando falamos em roupa conceitual estamos nos referindo a peças apenas usadas em passarelas que explicam/ explicitam um conceito. Por exemplo: se eu sou um estilista de uma marca X e quero dizer que para o verão 2018 o que vai estar em alta são as pelúcias. Posso vestir modelos com ursinhos de pelúcia que formam vestidos, e ninguém vai sair vestido de ursinho mas, eu explico o desejo de forma imagética. As roupas conceituais também servem para elevar o desejo por uma marca. Geralmente, as grandes casas de moda possuem peças de passarela que custam até milhões e que poucas pessoas tem acesso. Mas, se eu vejo um desfile acho incrível e posso comprar o perfume da marca estou consumindo tanto quanto a pessoa que comprar a peça de milhões. Na verdade a maioria das “maisons”, Chanel, Dior entre outras; vive do consumo de produtos acessíveis como perfumes, bolsas, acessórios e até cases de celular. E por fim, essas peças extremamente difíceis de digerir podem ser usadas em eventos como o Met Gala em que ver e ser visto é a chave da propaganda. Não se engane: aquela celebridade que aparece “mal vestida” quer ser vista, comentada e muitas vezes recebe para usar a peça.

Se você pretende visitar Nova York a exposição fica no Met até setembro e vale a pena conhecer o trabalho da Rei Kawakubo.

 

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Coluna da Voo Livre: Você sabe o que é Upcycling?

Upcycling nada mais e do que dar um ciclo novo a uma peça descartada atribuindo a ela outro sentido. Mas, isso não significa necessariamente que essa peça já tenha sido usada alguma vez. Existem marcas que arrematam lotes de roupas encalhadas de outras fábricas, são peças que não passam pelo controle de qualidade ou por qualquer outra razão que não tenham sido vendidas, e as transformam em novos produtos. Augustina Comas é dona da marca Comas (1) que faz peças para o vestuário feminino a partir de camisas masculinas. Outro exemplo é a Isecta Shoes (2) que transforma guarda-chuvas em mochilas. O Upcycling prega também o aproveitamento maior de tecidos para que não hajam sobras, e por isso existem marcas que compram os “restos” têxteis de outras fabricas criando novos produtos. Um exemplo disso é a marca americana Zero Waste Daniel/ZWD (3) que pretende transformar em 2017, 3 toneladas de resíduos têxteis em 6.000 peças.

E você conhece alguma marca de Upcycling?

Até semana que vem.

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Você conhece o Victoria and Albert Museum?

#poaamareloporrenataesteves

Fundado em 1852 o Victoria and Albert é um museu localizado em Londres, Inglaterra, que possui um dos maiores, senão o maior acervo de moda do mundo.  Ele agrega também peças de artes decorativas e design.

Conhecido como V&A, o museu originalmente se chamava ” South Kensington.” mas foi alterado após a Rainha Victoria colocar a primeira pedra da entrada do museu. Nos planos da rainha,  o museu teria o nome de seu amado:   ” Albert Museu”.  O casal real  foi o responsável pela introdução de novas culturas na Inglaterra como a árvore de Natal, o anel de noivado, entre outros. Além disso, Victoria e Albert se presenteavam com obras de arte, contribuindo para um significativo aumento do acervo nacional. Em meio a uma tradição cultural forte o V&A abriga uma biblioteca, diversas salas de estudo, salas de pintura e uma sala de estudo voltada à conservação e estudo de têxteis. Lá, profissionais e estudantes da moda tem a oportunidade de ver e estudar peças em primeira mão. São mais de 104 mil objetos que contam a historia da humanidade.  

Ficou com vontade de conhecer o museu? Com a internet como aliada, você pode acessar as coleções do Victoria and Albert  e passear pelos artigos, histórias e peças que compõe o museu: https://www.vam.ac.uk/collections

Para ver minha colunas em primeira mão é só entrar no grupo da VOO LIVRE