Moda

Irene de Valentino

Pierpaolo Piccioli estilista da Valentino trouxe a tona uma de suas preocupações no ultimo desfile, Paris Primavera 2018, mostrar as pessoas por trás de seu processo criativo. Em uma entrevista a Vogue, Pierpaolo afirmou que odeia a denominação “petite mains” algo como mãozinhas aos trabalhadores das grandes Maisons, em tom sério Piccioli quer abrir os olhos da indústria quem está por trás dos bastidores são pessoas e não mãos. É necessário salientar que para algumas peças, ou a maioria, que são desfiladas nas passarelas de Alta Costura são necessárias centenas de horas e vários artesãos, costureiras e bordadeiras especializados. Por isso, dessa vez ao invés de nomes fictícios, na coleção desfilada no dia 24 de janeiro, cada peça tinha nome de pessoas que as fabricaram.

 

O look Irene foi o ponto alto do desfile, para a revista Vogue, Pierpaolo explicou que foram usadas 700 gotas confeccionadas de gaze e seda por cima de um tule preto. Para construir o look, imagem abaixo, foram necessárias 5 costureiras para dar conta de mais de 1.500 metros de fita de seda que fazem o acabamento do vestido.

Conhecido por ser um sonhador com os pés no chão Piccioli nos demonstra o desejo de mudança nos bastidores das grandes Maisons, agora é esperar para ver se as outras marcas vão se conscientizar e dar passos para que os trabalhadores tenham um espaço igualitário e reconhecido. Também é importante ressaltar que é só um pequeno gesto da Valentino e que ficaremos de olho se algo mudará por dentro da marca.

 

 

 

 

Moda

PFW Paris Fashion Week 5 desfiles marcantes

A semana de moda de Paris ainda não acabou mas, já podemos selecionar 5 desfiles imperdíveis!

Chanel

Falando sobre tecnologia, e com um cenário de um grande data center, Karl Lagerfeld impacta o espectador com robôs vestidos com o clássico tailler tweed Chanel abrindo o desfile. De fato, o tweed, o tailler dão lugar a uma  evolução na passarela, as peças tradicionais cedem lugar a desconstrução, estampas coloridas, peças fluidas, cores fortes e por fim uma amarração da coleção com peças em tons claros e modelagens mais próximas ao corpo.

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Balmain

Recém adquirida pela família real do Qatar, a marca liderada por Olivier Rousteing teve como grande destaque a falta dos bordados, marca registrada da Balmain por um bom tempo. Sem deixar os recortes e a modelagem interessante Rousteing nos apresenta transparências, recortes e diversidade de materiais:  como couro, acetinados, tricôs, metálicos, entre outros.

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Christian Dior

A importância desse desfile é a estreia de Maria Grazia Chiuri  na marca, mais do que isso, Chiuri é a primeira mulher a assumir a direção criativa na Dior. E logo na sua estreia, a estilista escolheu pensar no feminino na moda, de fato refletindo o papel do feminino na moda.

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Saint Laurent

Mais uma estreia nessa temporada, Anthony Vaccarello escolheu uma inspiração mais pesada segundo ele “um trabalho em andamento”. Os looks desfilados, tem um quê vintage na escolha de releitura de algumas peças do passado e um pé nos anos 1980. Vimos ombros altos, calça jeans mamãe e alfaiataria dos anos 1980.

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Valentino

Pierpaolo Piccioli apresentou nesta coleção, possivelmente o acessório da próxima estação :  A mini bolsa.  Com uma inspiração variada e o desejo de tirar a mulher das sombras, a coleção possui muita cor, peças fluidas e bordados.
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