SPFW

Dossiê SPFW

Durante a semana, 25 a 29 de abril, um dos eventos de moda mais importantes do país fez os fashionistas se voltarem a Bienal de São Paulo. O SPFW trouxe a coleção de verão 2016/2017 com diversas propostas, inclusive de adiantar a estação e começar logo a venda das peças.

Entre os desfiles existem aqueles estilistas/marcas que não vão pela tendência, fazem moda de acordo com seus desejos, sem querer ditar o que vai ou não ser “hot” na próxima estação. Dois exemplos excelentes são Paula Raia e Ronaldo Fraga.

A semana número 41 trouxe duas inovações, “veja agora  compre agora”, que já discutimos aqui,  e a libertação do rotulo de estação. Na prática foram apresentadas coleções com peças que vão além de estação, algumas coleções comerciais e claro, algumas pistas de tendência e por isso, montei um dossiê com um resumo de tudo o que rolou na SPFW.

  1. Amarrações.

Desde  Lilly Sarti, primeiro desfile, as amarrações na cintura apareceram e ao longo da semana elas estiveram em quase todas passarelas.

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Lilly Sarti, Uma RAQUEL DAVIDOWICZ, Ratier.

  1. Plissado

Tendência nas passarelas internacionais e por aqui também. Na nossa edição, o plissado vem em diversos tecidos, inclusive em transparências, e comprimentos.

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Adriana Degreas, Wagner Kallieno,GIG Couture.

  1. Orientalismo

Seja com o tema Indochina ou Cultura Milenar de Lenny Niemeyer, o toque oriental estava nas passarelas.

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Adriana Degreas e Lenny Niemeyer.

4.Transparência

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Adriana Degreas, Helo Rocha, PatBo.

  1. Brasil

O país estava nas passarelas, como tema, cores e espírito.

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PatBO, Água de Coco e Helo Rocha.

  1. Muita Cor!

Vimos também o desejo expressado pelos estilistas de mais cor e mais energia para a população.

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Juliana Jabour, Salinas, Triya.

8.Amarelo

O amarelo esteve forte nas passarelas e o poá não podia deixar de selecionar algumas imagens.

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Isabela Capeto, Ratier, Triya.

  1. Beleza

Nessa edição vimos belezas com peles mais clean e olhos destacados.

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Lilly Sarti, Uma, Agua de Coco, Salinas, PatBo e Triya.

  1. 6 Looks que eu amei!

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Triya, Wagner Kallieno, A.Brand, Ellus, Isabela Capeto, Lolitta.

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Ronaldo Fraga no SPFW

Grandes jornalistas de moda descrevem Ronaldo Fraga como um  excelente contador de história, ele nos transporta para o seu mundo imaginado, já abordou tabus, vida urbana, o amor, Noel Rosa e dessa vez ele aborda a questão dos refugiados e imigrantes.

Rio São Francisco foto Nelio Rodrigues

Falar sobre o estilista me faz contar uma historia: conheci o seu trabalho com maior profundidade durante a faculdade, especificamente quando fui chamada para escrever a respeito de sua exposição sobre o Rio São Francisco. Ver de perto os tecidos, as roupas propriamente ditas, desenhos e outras peças em um espaço físico planejado por Fraga me deu a dimensão de sua imaginação.

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Voltando a semana 41 da SPFW,  Ronaldo Fraga nos apresenta cores, texturas e nos faz sentir no barquinho apresentado no telão. A sensibilidade para um tema tão delicado é mostrada por meio de uma coleção nada obvia. As cores aparecem e reforçam a ideia de que a roupa é parte da expressão pessoal.

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Brasilidade no SPFW

Essa semana vivemos o SPFW, a semana de moda paulista e uma das mais importantes do mundo que projeta as próximas tendências para a estação verão 2017. Após três dias inteiros do evento, ainda  é muito cedo para determinar tendências. Mas, um desejo comum aos estilistas tomam conta das passarelas: a brasilidade.

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Seja como tema, como fez PatBo, seja com cores nas passarelas, como fez Lolitta. O fato é a vontade de reafirmar o país e desejar mais energia a população está presente em muitos desfiles.

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A semana na sexta feira e então teremos uma ideia do que esperar para o verão.

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Moda: Para Pensar

Reflexão: Veja e Compre AGORA

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Nos últimos tempos ouvimos que ” a moda mudou”, ” as semanas de moda mudaram” e o clássico ” a internet revolucionou o mercado”.

A verdade é que a tecnologia aliada a nós, consumidores, internautas, blogueiros e usuários de redes sociais; contribuiu para que houvessem alguns avanços. Somos capazes de encontrar qualquer produto no mundo. Quer uma blusa do personagem do seriado? É só pesquisar na internet, diversos fornecedores e preços aparecerão. Os desfiles e as semana de moda, antes voltada a profissionais da área e convidados chegavam a população por meio das editoriais, revistas especializadas e programas de tv. Hoje, 1 segundo após o desfile encontramos diversas imagens espalhadas no Instagram, Facebook,  sites de revistas e etc. As roupas  demoravam aproximadamente 06 meses para chegar as lojas e as coisas iam bem. Será?

O anuncio recente do SPFW do tal ” See now, Buy Now” no bom e velho português ” Veja agora, Compre agora”;  vai de encontro ao pensamento de muitas marcas de moda como Burberry e Tom Ford. O ” Veja agora, Compre Agora” nada mais é do que a quebra da espera, ou seja, após os desfiles, ou apresentação da coleção, as peças ficam disponíveis para a compra.

Mas, não é tudo lindo no mundo da moda! Algumas marcas como Gucci são totalmente contras a essa estratégia. Raf Simons, ex diretor criativo da Christian Dior, também foi voz ativa em dizer que também é contra.

Pensando como criadora, e faço um parêntesis, porque fiz a graduação de moda e trabalhei na área, esse processo acelera também o criador. Pois, tudo tem que estar pronto muitos antes, a produção começa antes. Como consumidor acredito que é muito interessante o acesso ao produto com maior velocidade. Mas como pensadora não posso deixar de questionar: será que o mundo de instantaneidade, possivelmente atrelado as inovações tecnológicas, nos deixou consumidores inquietos e ansiosos?

Existem teóricos que afirmam que as redes sociais, os blogueiros e influenciadores digitais tornaram a vida das revistas de moda mais difíceis. A informação gerada por eles é quase instantânea e a  velocidade de propagação é alta. Tudo isso nos deixou viciados na rapidez, adoramos ver tudo em tempo real e passamos a ficar muito mais entediados.

Termino esse artigo com uma pergunta para você leitor: O que vai acontecer daqui 10 ou 20 anos nessa passo? Será que esse sistema novo vai se sustentar por muito tempo? Será que vamos ter mais coleções em um ano?

Pensando em pesquisadores de grandes universidades que apontam que o futuro são menos coleções, menos consumo e descarte rápido, acredito na luz no fim do túnel. Ou seja, no equilíbrio entre tudo isso. E você?

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