Moda

PFW Paris Fashion Week 5 desfiles marcantes

A semana de moda de Paris ainda não acabou mas, já podemos selecionar 5 desfiles imperdíveis!

Chanel

Falando sobre tecnologia, e com um cenário de um grande data center, Karl Lagerfeld impacta o espectador com robôs vestidos com o clássico tailler tweed Chanel abrindo o desfile. De fato, o tweed, o tailler dão lugar a uma  evolução na passarela, as peças tradicionais cedem lugar a desconstrução, estampas coloridas, peças fluidas, cores fortes e por fim uma amarração da coleção com peças em tons claros e modelagens mais próximas ao corpo.

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Balmain

Recém adquirida pela família real do Qatar, a marca liderada por Olivier Rousteing teve como grande destaque a falta dos bordados, marca registrada da Balmain por um bom tempo. Sem deixar os recortes e a modelagem interessante Rousteing nos apresenta transparências, recortes e diversidade de materiais:  como couro, acetinados, tricôs, metálicos, entre outros.

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Christian Dior

A importância desse desfile é a estreia de Maria Grazia Chiuri  na marca, mais do que isso, Chiuri é a primeira mulher a assumir a direção criativa na Dior. E logo na sua estreia, a estilista escolheu pensar no feminino na moda, de fato refletindo o papel do feminino na moda.

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Saint Laurent

Mais uma estreia nessa temporada, Anthony Vaccarello escolheu uma inspiração mais pesada segundo ele “um trabalho em andamento”. Os looks desfilados, tem um quê vintage na escolha de releitura de algumas peças do passado e um pé nos anos 1980. Vimos ombros altos, calça jeans mamãe e alfaiataria dos anos 1980.

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Valentino

Pierpaolo Piccioli apresentou nesta coleção, possivelmente o acessório da próxima estação :  A mini bolsa.  Com uma inspiração variada e o desejo de tirar a mulher das sombras, a coleção possui muita cor, peças fluidas e bordados.
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Moda: Para Pensar

Paris a cidade das Luzes e da Moda

A capital francesa leva o título de cidade das luzes desde 1667 quando o então rei Louis XIV deu a seu novo general de polícia, Gilbert Nicolas de la Raynie, a  missão de acabar com a criminalidade que assustava os parisienses. A solução encontrada por Raynie foi substituir as luminárias do tipo candeeiros por grandes tochas e iluminar Paris. Na moda a importância da cidade pode ser explicada, entre outros fatores, por meio de cinco pessoas que mudaram o rumo da moda.

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Charles Frederick Worth(1825 -1895)

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O inglês chega a Paris em 1845 para trabalhar em uma loja de tecidos, Gagelin´s na Rue de Richelieu.  Em pouco tempo Worth se torna o maior vendedor da loja e consecutivamente ganha uma posição como costureiro. Seus trabalhos contribuem para que a loja receba reconhecimento através de prêmios, sendo um deles dado durante a Exposição Universal em Paris de 1855. Em 1858 Worth abre sua própria loja em parceria com o sueco  Bobergh. A maison Worth situada na Rue de la Paix, se consolida como uma loja de prestígio. Fazem parte de sua gama de clientes a esposa do embaixador da Áustria Pauline de Metternich e a própria imperatriz Eugenia da França, esposa de Napoleão III.

A grande importância de Worth é um pequeno pedaço de tecido branco inserido nas costas dos trajes que logo foi chamado de etiqueta, foi a grande inovação adotada por Worth. É importante ressaltar que apesar de não ser o grande inventor da etiqueta, Worth foi o responsável pela sua disseminação.

Curiosidade: no número 7 da Rue de la Paix funciona hoje a joalheria Piaget.

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Paul Poiret (1879 – 1944)

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O estilista foi o responsável, em 1906,  pelo fim do sofrimento da mulher: o Espartilho! Nascido em Paris em 1879, Poiret chegou a trabalhar na maison Worth em 1901.  Anteriormente foi contratado por Jacques Doucet in 1896 e sua primeira criação para a maison, uma capa vermelha,  vendeu 400 cópias, na época um fenômeno. Considerado “o rei da moda”por um tempo, na década de 1910 foi o primeiro estilista a fazer associação entre o perfume e uma marca de casa de costura. Entre outros feitos foi também responsável pela calça comprida odalisca. E por fim foi o criador dos álbuns de moda, hoje chamados de catálogos, e apesar de não existir fotografias coloridas seus álbuns tinham cor: ele chamou ilustradores para registrar suas peças.

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Gabrielle Coco Chanel (1883 -1971)

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Desde a Belle Epóque, Chanel trabalhava com moda, primeiramente aprendeu costura em um pensionato para mulheres católicas. Posteriormente, no anos 1910 trabalhou no ramo de chapelaria, tornando-se conhecida por suas criações.  Mas, foi na década de 1920 que despontou com criadora, foi a responsável pela adaptção de peças de roupas do universo masculino para o feminino como:  calças pantalonas, o uso das listras breton, taillers, entre outros. Chanel também trouxe ao mundo da moda o uso das bijuterias.

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Madeleine Vionnet (1876 – 1975)

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Considerada como a “arquiteta entre costureiras”, Vionnet aperfeiçou seus conhecimentos em Londres com Kate Reilly, fornecedora para a família real britânica e retornou à França, onde trabalhou com o famoso Callot Soeurs e posteriormente com Jacques Doucet. Na década de 1930 se consagrou com o corte de tecido em viés, apesar de questionável durante uma época de crise, o corte que leva mais tecido foi combinado a técnica de moulagem ( modelagem sob o corpo, ou no caso, manequim).

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Christian Dior (1905 – 1957)

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Sua contribuição no pós segunda guerra mundial foi o resgate da feminilidade. Dior  trouxe a mulher uma cintura marcada, saia roda e ombros delineados criando uma silhueta em formato de ampulheta. Que foi denominado de New Look. A expansão de seus negócios também foi um destaque, abrindo em Nova York na década de 1940 uma casa prêt-à-porter.

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Acessórios

3 Marcas 3 Bolsas

O que a Chanel,a Dior e a Hermés tem  em comum?

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Todas produzem uma bolsa que representa a marca e que é seu carro chefe. Mais um item em comum entre as três: o fato de serem feitas manualmente e artesanalmente.  Essa é a história da Lady Dior, Birkin e Chanel 2.55, uma visão além do luxo.

Batizada de Lady Dior a bolsa simpática abaixo ganhou esse nome em homenagem a princesa Diana de Gales.

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A peça foi lançada em 1994 com o codinome “Chouchou”. Mas, dois anos depois após uma passagem de Diana por  Paris, viagem em que ela se encantou pela bolsa e a elegeu como sua favorita, o acessório foi rebatizado.

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Diana e sua Lady Dior

Lady Dior é a bolsa referência da marca.

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Veja um pouco mais de como são feitas as peças de couro da Dior

A bolsa Birkin foi projetada para a cantora e atriz inglesa Jane Birkin.

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Conta a história que em um voo Jane sentou-se ao lado de Jean-Louis Dumas, presidente da Hermès na época, e ao tentar colocar sua bolsa no compartimento do avião derrubou todo seu conteúdo. Então Dumas se ofereceu para projetar uma bolsa que atenderia suas necessidades: preta, espaçosa e que pudesse ficar aberta a maior parte do tempo. Campeã de venda, a Birkin tem lista de espera para sua compra.

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Jane com sua Birkin

Veja como é feito o ponto manual do couro Hermès:

Chanel 2.55

Projetada por Coco Chanel em 1955 com intuito de deixar as mãos das mulheres livres, a bolsa é considerada uma das primeiras a tiracolo.

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O nome 2.55 é em alusão a criação 2 corresponde ao mês de fevereiro e 55 ao ano. O matelassê da costura foi inspirado nas almofadas da casa de Chanel.  Para a fabricação de  peça levam-se 18 aproximadamente.

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Coco Chanel e sua 2.55.

 

Qual sua bolsa favorita?

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