VOO LIVRE

A Bota que virou Fashion

 

Atire a primeira pedra quem nunca achou a bota UGG horrorosa. Sim, elas não são bonitinhas, porém são extremamente confortáveis e quentinhas para dias frios, isto é se você morar em um país que tenha invernos congelantes. Mas a sua percepção ou melhor percepção mundial dessa bota pode mudar. Isso porque hoje, 17 de janeiro, a marca fez seu debute em uma passarela francesa. As botas apareceram na Paris Fashion Week Men’s, ou semana de moda masculina de Paris em colaboração com a Y/Project. Segundo o diretor criativo da A Y/Project, Glenn Martens as botas UGG “são como colocar seu pé em algo macio e delicioso” e por isso o design apresentado hoje se estendeu para as pernas. Vale lembrar que no dna da Y/Project estão as parcerias inovadoras, criativas e arriscadas. Além disso, para a UGG esse é um momento de celebração, este ano a marca faz 40 anos.

 

 

 

 

 

 

VOO LIVRE

Como uma peça intima afetou a realeza britânica.

As jarreteiras são peças da indumentária feminina e masculina que são usadas para segurar as meias. Durante muitos e muitos séculos, a peça foi usada não só no joelho mas também na cintura. Jarrete é a parte posterior do joelho. Em 1347 o rei Eduardo III dançava com a condessa de Salisbury, durante os movimentos a nobre deixou cair uma de suas jarreteiras na cor azul. O rei imediatamente abaixo e apanhou a peça, ao devolver a condessa olhares maliciosos foram trocados entre os nobres. Nesse momento o Eduardo III diz: “honi soit qui mal y pense” ou em português “envergonhe-se que disso pensar malícia”. Vale lembrar que nessa época o francês era a língua oficial da corte inglesa. Com isso, o rei coloca em sua perna esquerda a peça e funda a “Ordem da Jarreteira” para completar o feito, Eduardo III também decreta que apenas os nobres tivesse honra poderiam participar da ordem. O rei Henrique VIII reformulou estatuto em 1522 e designou São Jorge como protetor da ordem. Somente 26 membros fazem parte da Ordem, e o chefe é o soberano ou a soberana acompanhado pelo príncipe de Gales.

 

 

 

VOO LIVRE

O Rei Do Show Deveria chamar : O Rei do Figurino

A poucos dias estive no cinema para assistir o “Rei do Show”, estrelado por Hugh Jackman, Michelle Williams, Zac Efron, Zendaya, entre outros artistas que se destacam na trama. No filme, P. T. Barnum, vivido por Hugh Jackman, constrói um circo diferente para época e ganha fama e críticas. Mas, para mim o grande destaque é o figurino assinado por Ellen Mirojnick. Apaixonada assumida por cristais e brilhos, a figurinista se inspirou em diversas épocas para para trazer a magia do circo para as telas: desde a moda de 1845 até John Galliano na Dior. Outras inspirações vieram dos filmes glamorosos e românticos dos anos 1920. Sem medo de misturar peças, Mirojnick combinou peças de alta costura de grandes estilistas como Zuhair Murad e Marchesa com peças que reproduzem a era vitoriana e pedras Swarovski. Toda essa mescla seguia o desejo do diretor Michael Gracey que desejava um clima romântico, fresco e com roupas que parecessem sair de um editorial da Vogue.

O resultado você confere nas telas e nas imagens abaixo:

 

 

 

 

VOO LIVRE

Na coluna da Voo: Carolina Hererra

 
 
Nascida na Venezuela, Carolina Herrera é considerada uma das mulheres elegantes do mundo, título concedido a ela durante os anos 1970. Sua carreira na área de moda começa em 1965 quando vai trabalhar como publicitária para Emilio Pucci direto de Caracas, nos anos 1980 Carolina muda-se para Nova York. Em 1981, a então editora-chefe da Vogue Diana Vreeland sugere que Carolina desenhe uma linha de roupas, a coleção de estreia da estilista, chamada de Manhattan Metropolitan Club, foi aclamada pela crítica e abriu os caminhos para que ela iniciasse sua marca. Acreditando que os ombros mais largos fariam a cintura de uma mulher parecer menor, Carolina foi umas das primeiras estilistas a usar ombreiras em seus modelos. Entre suas clientes, Herrera já teve seus modelos usados por nomes como Jacqueline Kennedy Onassis, Diana duquesa de Cadaval, Michelle Obama e Renée Zellweger.
 
Algumas curiosidades da marca
 
Em 2016 a marca Carolina Herrera faturou em torno de 1.2 bilhão de dólares.
 
Sua linha de perfumes é fabricada pela PUIG, empresa espanhola que detém os direitos de marcas como Paco Rabanne, Nina Ricci e Jean Paul Gaultier.
 
É possível encontrar a marca em 25 mil pontos de vendas espalhados pelo mundo.
 
Em 2011 Carolina Jr. começa participar da direção criativa e design. Atualmente é ela quem comanda as fragrâncias da marca.
 
Até semana que vem!
 
Ps: Tem alguma sugestão para nossa coluna? É só comentar aqui !
VOO LIVRE

Coluna Voo Livre: Você Sabe quem foi Charles Frederick Worth?

Nascido na Inglaterra em 1825 Charles Frederick Worth trabalha no começo de sua vida como vendedor de tecidos em Londres, em 1845 se muda para Paris e vai trabalhar em uma grande loja de tecidos, Gagelin´s na Rue de Richelieu. Em pouco tempo Worth se torna o maior vendedor da loja e consecutivamente ganha uma posição como costureiro. Seus trabalhos contribuem para que a loja receba reconhecimento através de prêmios, sendo um deles dado durante a Exposição Universal em Paris de 1855.

Em 1858 Worth abre sua própria loja em parceria com o sueco  Bobergh. A maison Worth situada na Rue de la Paix, se consolida como uma loja de prestígio. Fazem parte de sua gama de clientes a esposa do embaixador da Áustria Pauline de Metternich e a própria imperatriz Eugenia da França, esposa de Napoleão III.

Um pequeno pedaço de tecido branco inserido nas costas dos trajes que logo foi chamado de etiqueta, foi a grande inovação adotada por Worth. Apesar de não ser sua invenção, o costureiro foi o responsável pela popularização da etiqueta e sua prática contribuindo para o início das “Maisons” ou seja, das marcas. Seu legado dura até os anos 1950, e fica conhecido como a marca das atrizes hollywoodianas, alta sociedade americana e da realeza europeia.

 

VOO LIVRE

Coluna da Voo: Mosaert

Os coletivos de moda são apontados como o futuro da indústria. Pesquisadores modernos acreditam que o sistema atual, venda e descarte de peças, já estão esgotados, seja pelo ponto de vista econômico, seja pelo esgotamento de recursos do planeta. Hoje eu apresento a vocês um coletivo francês fundado pelo músico Stromae.Nascido na Bélgica em 1985 o cantor e compositor Paul Van Haver surgiu no mercado musical como Stromae misturando o hip-hop, musica eletrônica e francesa. Alias, o termo Stromae é um palíndromo da palavra Maestro. Há dois anos, o cantor abriu seu coletivo que vai além da moda: Mosaert é também artes visuais, gráficas, vídeos e fotos, e claro, música. O coletivo que conta com a estilista Coralie Barbier, o diretor artistico Luc Junior Tam e o duo gráfico Boldatwork já lançou quatro coleções.

VOO LIVRE

Coluna da Voo: Por que o Diabo Veste Prada?

Em 2006 o mundo conheceu um filme, baseado em um best seller, intitulado “O Diabo Veste Prada”. Nele uma jovem vai trabalhar em uma grande revista de moda e conhece Miranda Priestly, uma editora de moda exigente e uma chefe terrível! Na vida real, Lauren Weisberger era uma jornalista sonhadora que encarou Anna Wintour figura temida, invejada e admirada pelos fashionista. Na realidade, Wintour carrega consigo o peso da revista de moda mais importante do mundo e de ter descoberto figuras como Marc Jacobs, Gisele Bundchen e John Galliano. Seus feitos vão também de encontro com a publicidade, ela aumentou não só o faturamento de sua revista como o da concorrência, criou uma edição histórica com 840 páginas, tendo ⅓ conteúdo de publicidade. A editora dividiu opiniões ao proibir de Hillary Clinton na revista enquanto ela não abandonasse os ternos azuis, Wintour considera essa peça de roupa brega. Uma de suas excentricidade é não permanecer por mais de 20 minutos em uma festa. Com o lançamento do filme, Anna topou então mostrar sua rotina em um documentário chamado “The September Issue” , disponível na Netflix. O documentário nos dá outra visão dessa mulher, podemos ver como é a direção de uma revista de moda de grande impacto e as cobranças geradas por ela. Amante da marca Prada, Anna é o diabo que muitos gostam.

 

VOO LIVRE

Coluna da Voo Livre: Met Gala 2017

Na ultima segunda feira, 01 de maio, os apaixonados pela moda acompanharam o tapete vermelho do Met Gala, um dos eventos de moda mais importantes do mundo. O Met gala é um jantar anual para arrecadar fundos para o Metropolitan Museum of Art de Nova York. O jantar marca também a abertura de uma exposição temporária que homenageia um estilista. Esse ano, a estilista japonesa Rei Kawakubo diretora criativa da Comme des Garçons foi a escolhida. Essa é a segunda vez em 71 anos de Met Gala que uma estilista viva é a homenageada, a primeira vez foi em 1983 com Yves Saint Laurent.

A cantora Rihanna que apareceu com um look Comme des Garçons deu o que falar. E agora eu explico:

A Comme des Garçons é uma marca conhecida por seu desconstrutivismo, ou seja, a desconstrução de formas e o questionamento de forma e função. A roupa usada pela Rihanna era conceitual. Quando falamos em roupa conceitual estamos nos referindo a peças apenas usadas em passarelas que explicam/ explicitam um conceito. Por exemplo: se eu sou um estilista de uma marca X e quero dizer que para o verão 2018 o que vai estar em alta são as pelúcias. Posso vestir modelos com ursinhos de pelúcia que formam vestidos, e ninguém vai sair vestido de ursinho mas, eu explico o desejo de forma imagética. As roupas conceituais também servem para elevar o desejo por uma marca. Geralmente, as grandes casas de moda possuem peças de passarela que custam até milhões e que poucas pessoas tem acesso. Mas, se eu vejo um desfile acho incrível e posso comprar o perfume da marca estou consumindo tanto quanto a pessoa que comprar a peça de milhões. Na verdade a maioria das “maisons”, Chanel, Dior entre outras; vive do consumo de produtos acessíveis como perfumes, bolsas, acessórios e até cases de celular. E por fim, essas peças extremamente difíceis de digerir podem ser usadas em eventos como o Met Gala em que ver e ser visto é a chave da propaganda. Não se engane: aquela celebridade que aparece “mal vestida” quer ser vista, comentada e muitas vezes recebe para usar a peça.

Se você pretende visitar Nova York a exposição fica no Met até setembro e vale a pena conhecer o trabalho da Rei Kawakubo.

 

VOO LIVRE

Coluna da Voo Livre: Você sabe o que é Upcycling?

Upcycling nada mais e do que dar um ciclo novo a uma peça descartada atribuindo a ela outro sentido. Mas, isso não significa necessariamente que essa peça já tenha sido usada alguma vez. Existem marcas que arrematam lotes de roupas encalhadas de outras fábricas, são peças que não passam pelo controle de qualidade ou por qualquer outra razão que não tenham sido vendidas, e as transformam em novos produtos. Augustina Comas é dona da marca Comas (1) que faz peças para o vestuário feminino a partir de camisas masculinas. Outro exemplo é a Isecta Shoes (2) que transforma guarda-chuvas em mochilas. O Upcycling prega também o aproveitamento maior de tecidos para que não hajam sobras, e por isso existem marcas que compram os “restos” têxteis de outras fabricas criando novos produtos. Um exemplo disso é a marca americana Zero Waste Daniel/ZWD (3) que pretende transformar em 2017, 3 toneladas de resíduos têxteis em 6.000 peças.

E você conhece alguma marca de Upcycling?

Até semana que vem.

VOO LIVRE

Quem foi: Coco Chanel

 “Antes de sair de casa olhe-se no espelho e tire um acessório” a frase pertence a uma das figuras de maior importância da moda: Gabrielle Coco Chanel (1883 -1971). Criada em um orfanato, após a morte da mãe, Coco Chanel aprende costura em um pensionato para mulheres católicas e começa sua carreira na moda na Maison Grampayre, um ateliê de costura especializado na confecção de enxovais. Em 1910, com apoio do milionário inglês Arthur Capel, ela abre um loja de chapéus. Após a morte de Capel em 1919, Chanel decide ampliar seus negócios abrindo sua primeira casa de costura e desponta como criadora de moda. Sua visão empresarial e desejo de modificar o vestuário feminino foi o que a transformou em uma grande figura. Entre seus feitos estão: a adaptação de peças de roupas do universo masculino para o feminino como as calças pantalonas, o uso das listras Breton no vestuário informal, que até então eram exclusivamente usadas pelos oficiais da marinha francesa. Ela também apresenta ao guarda roupa feminino as bijuterias, Chanel acreditava que toda mulher merecia usar perolas mesmo que não fossem originais e por isso passa a vender bijuterias na sua loja. E por fim, criou um perfume que vendeu apesar da guerra, o Chanel N5 foi um sucesso de vendas inclusive entre os soldados que esperavam por horas para comprar o perfume para suas esposas. Coco Chanel faleceu em 1971, no Hôtel Ritz em Paris, onde viveu por anos. 2017 é o “Ano Chanel” Karl Lagerfeld lançou em comemoração a carreira da estilista uma série de vídeos para o YouTube, uma linha de bolsas bolsa batizada de ‘Chanel Gabrielle’ e por fim uma fragrância nova chamada “Gabrielle Chanel”.

Coluna para a Livraria Voo Livre. Quer saber mais? Acesse Livraria Voo Livre