VOO LIVRE

Na coluna da Voo: Carolina Hererra

 
 
Nascida na Venezuela, Carolina Herrera é considerada uma das mulheres elegantes do mundo, título concedido a ela durante os anos 1970. Sua carreira na área de moda começa em 1965 quando vai trabalhar como publicitária para Emilio Pucci direto de Caracas, nos anos 1980 Carolina muda-se para Nova York. Em 1981, a então editora-chefe da Vogue Diana Vreeland sugere que Carolina desenhe uma linha de roupas, a coleção de estreia da estilista, chamada de Manhattan Metropolitan Club, foi aclamada pela crítica e abriu os caminhos para que ela iniciasse sua marca. Acreditando que os ombros mais largos fariam a cintura de uma mulher parecer menor, Carolina foi umas das primeiras estilistas a usar ombreiras em seus modelos. Entre suas clientes, Herrera já teve seus modelos usados por nomes como Jacqueline Kennedy Onassis, Diana duquesa de Cadaval, Michelle Obama e Renée Zellweger.
 
Algumas curiosidades da marca
 
Em 2016 a marca Carolina Herrera faturou em torno de 1.2 bilhão de dólares.
 
Sua linha de perfumes é fabricada pela PUIG, empresa espanhola que detém os direitos de marcas como Paco Rabanne, Nina Ricci e Jean Paul Gaultier.
 
É possível encontrar a marca em 25 mil pontos de vendas espalhados pelo mundo.
 
Em 2011 Carolina Jr. começa participar da direção criativa e design. Atualmente é ela quem comanda as fragrâncias da marca.
 
Até semana que vem!
 
Ps: Tem alguma sugestão para nossa coluna? É só comentar aqui !
VOO LIVRE

Coluna Voo Livre: Você Sabe quem foi Charles Frederick Worth?

Nascido na Inglaterra em 1825 Charles Frederick Worth trabalha no começo de sua vida como vendedor de tecidos em Londres, em 1845 se muda para Paris e vai trabalhar em uma grande loja de tecidos, Gagelin´s na Rue de Richelieu. Em pouco tempo Worth se torna o maior vendedor da loja e consecutivamente ganha uma posição como costureiro. Seus trabalhos contribuem para que a loja receba reconhecimento através de prêmios, sendo um deles dado durante a Exposição Universal em Paris de 1855.

Em 1858 Worth abre sua própria loja em parceria com o sueco  Bobergh. A maison Worth situada na Rue de la Paix, se consolida como uma loja de prestígio. Fazem parte de sua gama de clientes a esposa do embaixador da Áustria Pauline de Metternich e a própria imperatriz Eugenia da França, esposa de Napoleão III.

Um pequeno pedaço de tecido branco inserido nas costas dos trajes que logo foi chamado de etiqueta, foi a grande inovação adotada por Worth. Apesar de não ser sua invenção, o costureiro foi o responsável pela popularização da etiqueta e sua prática contribuindo para o início das “Maisons” ou seja, das marcas. Seu legado dura até os anos 1950, e fica conhecido como a marca das atrizes hollywoodianas, alta sociedade americana e da realeza europeia.

 

VOO LIVRE

Coluna da Voo: Mosaert

Os coletivos de moda são apontados como o futuro da indústria. Pesquisadores modernos acreditam que o sistema atual, venda e descarte de peças, já estão esgotados, seja pelo ponto de vista econômico, seja pelo esgotamento de recursos do planeta. Hoje eu apresento a vocês um coletivo francês fundado pelo músico Stromae.Nascido na Bélgica em 1985 o cantor e compositor Paul Van Haver surgiu no mercado musical como Stromae misturando o hip-hop, musica eletrônica e francesa. Alias, o termo Stromae é um palíndromo da palavra Maestro. Há dois anos, o cantor abriu seu coletivo que vai além da moda: Mosaert é também artes visuais, gráficas, vídeos e fotos, e claro, música. O coletivo que conta com a estilista Coralie Barbier, o diretor artistico Luc Junior Tam e o duo gráfico Boldatwork já lançou quatro coleções.

VOO LIVRE

Coluna da Voo: Por que o Diabo Veste Prada?

Em 2006 o mundo conheceu um filme, baseado em um best seller, intitulado “O Diabo Veste Prada”. Nele uma jovem vai trabalhar em uma grande revista de moda e conhece Miranda Priestly, uma editora de moda exigente e uma chefe terrível! Na vida real, Lauren Weisberger era uma jornalista sonhadora que encarou Anna Wintour figura temida, invejada e admirada pelos fashionista. Na realidade, Wintour carrega consigo o peso da revista de moda mais importante do mundo e de ter descoberto figuras como Marc Jacobs, Gisele Bundchen e John Galliano. Seus feitos vão também de encontro com a publicidade, ela aumentou não só o faturamento de sua revista como o da concorrência, criou uma edição histórica com 840 páginas, tendo ⅓ conteúdo de publicidade. A editora dividiu opiniões ao proibir de Hillary Clinton na revista enquanto ela não abandonasse os ternos azuis, Wintour considera essa peça de roupa brega. Uma de suas excentricidade é não permanecer por mais de 20 minutos em uma festa. Com o lançamento do filme, Anna topou então mostrar sua rotina em um documentário chamado “The September Issue” , disponível na Netflix. O documentário nos dá outra visão dessa mulher, podemos ver como é a direção de uma revista de moda de grande impacto e as cobranças geradas por ela. Amante da marca Prada, Anna é o diabo que muitos gostam.

 

VOO LIVRE

Coluna da Voo Livre: Met Gala 2017

Na ultima segunda feira, 01 de maio, os apaixonados pela moda acompanharam o tapete vermelho do Met Gala, um dos eventos de moda mais importantes do mundo. O Met gala é um jantar anual para arrecadar fundos para o Metropolitan Museum of Art de Nova York. O jantar marca também a abertura de uma exposição temporária que homenageia um estilista. Esse ano, a estilista japonesa Rei Kawakubo diretora criativa da Comme des Garçons foi a escolhida. Essa é a segunda vez em 71 anos de Met Gala que uma estilista viva é a homenageada, a primeira vez foi em 1983 com Yves Saint Laurent.

A cantora Rihanna que apareceu com um look Comme des Garçons deu o que falar. E agora eu explico:

A Comme des Garçons é uma marca conhecida por seu desconstrutivismo, ou seja, a desconstrução de formas e o questionamento de forma e função. A roupa usada pela Rihanna era conceitual. Quando falamos em roupa conceitual estamos nos referindo a peças apenas usadas em passarelas que explicam/ explicitam um conceito. Por exemplo: se eu sou um estilista de uma marca X e quero dizer que para o verão 2018 o que vai estar em alta são as pelúcias. Posso vestir modelos com ursinhos de pelúcia que formam vestidos, e ninguém vai sair vestido de ursinho mas, eu explico o desejo de forma imagética. As roupas conceituais também servem para elevar o desejo por uma marca. Geralmente, as grandes casas de moda possuem peças de passarela que custam até milhões e que poucas pessoas tem acesso. Mas, se eu vejo um desfile acho incrível e posso comprar o perfume da marca estou consumindo tanto quanto a pessoa que comprar a peça de milhões. Na verdade a maioria das “maisons”, Chanel, Dior entre outras; vive do consumo de produtos acessíveis como perfumes, bolsas, acessórios e até cases de celular. E por fim, essas peças extremamente difíceis de digerir podem ser usadas em eventos como o Met Gala em que ver e ser visto é a chave da propaganda. Não se engane: aquela celebridade que aparece “mal vestida” quer ser vista, comentada e muitas vezes recebe para usar a peça.

Se você pretende visitar Nova York a exposição fica no Met até setembro e vale a pena conhecer o trabalho da Rei Kawakubo.

 

VOO LIVRE

Coluna da Voo Livre: Você sabe o que é Upcycling?

Upcycling nada mais e do que dar um ciclo novo a uma peça descartada atribuindo a ela outro sentido. Mas, isso não significa necessariamente que essa peça já tenha sido usada alguma vez. Existem marcas que arrematam lotes de roupas encalhadas de outras fábricas, são peças que não passam pelo controle de qualidade ou por qualquer outra razão que não tenham sido vendidas, e as transformam em novos produtos. Augustina Comas é dona da marca Comas (1) que faz peças para o vestuário feminino a partir de camisas masculinas. Outro exemplo é a Isecta Shoes (2) que transforma guarda-chuvas em mochilas. O Upcycling prega também o aproveitamento maior de tecidos para que não hajam sobras, e por isso existem marcas que compram os “restos” têxteis de outras fabricas criando novos produtos. Um exemplo disso é a marca americana Zero Waste Daniel/ZWD (3) que pretende transformar em 2017, 3 toneladas de resíduos têxteis em 6.000 peças.

E você conhece alguma marca de Upcycling?

Até semana que vem.

VOO LIVRE

Quem foi: Coco Chanel

 “Antes de sair de casa olhe-se no espelho e tire um acessório” a frase pertence a uma das figuras de maior importância da moda: Gabrielle Coco Chanel (1883 -1971). Criada em um orfanato, após a morte da mãe, Coco Chanel aprende costura em um pensionato para mulheres católicas e começa sua carreira na moda na Maison Grampayre, um ateliê de costura especializado na confecção de enxovais. Em 1910, com apoio do milionário inglês Arthur Capel, ela abre um loja de chapéus. Após a morte de Capel em 1919, Chanel decide ampliar seus negócios abrindo sua primeira casa de costura e desponta como criadora de moda. Sua visão empresarial e desejo de modificar o vestuário feminino foi o que a transformou em uma grande figura. Entre seus feitos estão: a adaptação de peças de roupas do universo masculino para o feminino como as calças pantalonas, o uso das listras Breton no vestuário informal, que até então eram exclusivamente usadas pelos oficiais da marinha francesa. Ela também apresenta ao guarda roupa feminino as bijuterias, Chanel acreditava que toda mulher merecia usar perolas mesmo que não fossem originais e por isso passa a vender bijuterias na sua loja. E por fim, criou um perfume que vendeu apesar da guerra, o Chanel N5 foi um sucesso de vendas inclusive entre os soldados que esperavam por horas para comprar o perfume para suas esposas. Coco Chanel faleceu em 1971, no Hôtel Ritz em Paris, onde viveu por anos. 2017 é o “Ano Chanel” Karl Lagerfeld lançou em comemoração a carreira da estilista uma série de vídeos para o YouTube, uma linha de bolsas bolsa batizada de ‘Chanel Gabrielle’ e por fim uma fragrância nova chamada “Gabrielle Chanel”.

Coluna para a Livraria Voo Livre. Quer saber mais? Acesse Livraria Voo Livre

 

 

 

Moda · VOO LIVRE

Você conhece o Victoria and Albert Museum?

#poaamareloporrenataesteves

Fundado em 1852 o Victoria and Albert é um museu localizado em Londres, Inglaterra, que possui um dos maiores, senão o maior acervo de moda do mundo.  Ele agrega também peças de artes decorativas e design.

Conhecido como V&A, o museu originalmente se chamava ” South Kensington.” mas foi alterado após a Rainha Victoria colocar a primeira pedra da entrada do museu. Nos planos da rainha,  o museu teria o nome de seu amado:   ” Albert Museu”.  O casal real  foi o responsável pela introdução de novas culturas na Inglaterra como a árvore de Natal, o anel de noivado, entre outros. Além disso, Victoria e Albert se presenteavam com obras de arte, contribuindo para um significativo aumento do acervo nacional. Em meio a uma tradição cultural forte o V&A abriga uma biblioteca, diversas salas de estudo, salas de pintura e uma sala de estudo voltada à conservação e estudo de têxteis. Lá, profissionais e estudantes da moda tem a oportunidade de ver e estudar peças em primeira mão. São mais de 104 mil objetos que contam a historia da humanidade.  

Ficou com vontade de conhecer o museu? Com a internet como aliada, você pode acessar as coleções do Victoria and Albert  e passear pelos artigos, histórias e peças que compõe o museu: https://www.vam.ac.uk/collections

Para ver minha colunas em primeira mão é só entrar no grupo da VOO LIVRE

VOO LIVRE

Literatura e Moda: Emma Bovary

Emma Bovary é sem dúvida minha personagem favorita, romântica ao extremo, idealista, controversa e sempre mergulhada no sonho de um amor perfeito, a personagem é uma incógnita para muitos. Madame Bovary foi um livro que chocou os costumes franceses com uma personagem adultério feminino, inclusive Gustave Flaubert foi acusado e julgado por “obra execrável sob o ponto de vista moral”.

Vivendo em uma França governada por Napoleão III, Emma usaria peças com silhueta ampulheta, chapéus de abas largas, tecidos estampados e muito volume. Na imagem, temos 3 Emmas retratadas. A primeira é a ilustração de Alfred de Richemont  datada de 1905, em que a personagem carrega um guarda chuva, podemos observar o volume das saias e a cintura marcada. Na segunda imagem, temos a primeira adaptação da obra para o cinema. Interpretada por Jennifer Jones em 1933, Emma usa muito veludo, peles e o chapéu de aba larga. O figurino do filme conta com tules, rendas e vestido extremamente volumosos sem perder a marcação de cintura. E por fim, temos a recente versão de 2014. Observamos uma Emma modernizada, com um volume menor de saia, ao mesmo tempo a figurinista preserva o tipo de gola e o visual ampulheta. Mia Wasikowska aparece vestida com muitas estampas e tecidos coloridos. 3 representações muito diferentes.

Qual sua/ seu personagem literário favorito ?

Esse é mais um post da coluna semanal da Voo livre, para saber mais acesse: https://www.facebook.com/groups/livrariavoolivre/

VOO LIVRE

Quem é Karl Lagerfeld?


Conhecido pelo gênio difícil e considerado o “Kaiser da Moda”, o alemão Karl Lagerfeld é o Designer Chefe e Diretor Criativo da marca Chanel desde 1983, mas sua carreira começa muito cedo: Com 14 anos o jovem Karl muda-se para Paris com o consentimento dos pais. Dois anos depois começa sua carreira na moda em um concurso no qual fica em primeiro lugar, Yves Saint Laurent é outro vencedor desse concurso e os dois estilistas tornam-se bons amigos. Em pouco tempo Lagerfeld começa a trabalhar com Pierre Balmain permanecendo na maison por três anos. Entre 1961 e 1983 ele colaborou com marcas como: Chloé, Fendi e Jean Patou. Além disso, ele é também fotografo e já atuou como diretor do curta-metragem “Era Uma Vez …”. Ao falar de Brasil, Lagerfeld já produziu coleções em parceria com marcas brasileiras, Melissa em 2017 e para a Riachuelo em 2016.

 

Você gostaria de saber mais sobre algum tema da moda? Comente aqui e eu farei a coluna com o tema sugerido.

Coluna para a Voo Livre para saber mais acesse: AQUI